Libere a fênix!

Libere a fênix!

Melpômene e Euterpe

A junção de duas musas só poderia dar nisso: uma ficwriter fanática por música...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Right as rain

"No room in my bed
As far as I'm concerned so
Wipe that dirty smile off!

We won't be making up
I've cried my heart out
And now...
I've had enough of love"


- Adele, Right as rain




Já ouviu falar? Um dos maiores singles de sucesso da Adele é o Chasing Pavements - que, ainda, é uma das minhas músicas favoritas. Ela já apareceu no seriado americano Ugly Betty e, além disso, dizem ser a nova Amy Winehouse - com a diferença de não ser uma drogada bêbada, é claro.

Além disso, Adele está completamente confortável com o seu corpo, sendo uma das poucas cantoras "fofas" de sucesso. E, para completar, ela é mãe.

Suas músicas são românticas, divertidas e com um toque instigante. Ela sabe apimentar quando quer (66'

Mas não vou me demorar muito falando sobre ela - se vocês quisessem uma biografia dela, podiam muito bem procurar na Wikipedia. Eu estava escutando uma música dela (a que deu o nome para o post de hoje), e tentando achar alguma fic pra encaixá-la...

Eu achei algumas, mas a música pedia por algo a mais. Então, por que não, fazer uma short one-shot aqui para o blog, assim como Poker Face?

Eu adorei a idéia, he. Então... Lá vai.



Right as rain - Adele





Ela estava no campo, naquela casa há tanto conhecida e cheia de lembranças. Nevava e ela estava deitada no confortável tapete em frente à lareira, lendo um livro. Sentiu alguém se aproximando, mas não deu a devida atenção; apenas tentou se concentrar ainda mais nas juras de amor que Romeu fazia no momento.

Então, sentiu leves beijos em seu pescoço. Sabia quem era, o que a fez soltar um leve gemido. Ele aprofundou o carinho, se divertindo enquanto lambia sua clavícula. Desistindo de seu livro, Bella se virou para encarar o homem que a acariciava.


Lindo como sempre, lá estava Edward - sem camisa e vestindo uma calça jeans. Seus olhos verdes brilhavam e ele pareceu ronronar quando ela mexeu em seus cabelos. Bella foi abaixando sua mão e, ao chegar no traseiro de seu namorado, o apertou com força e um sorriso maroto brotou no seu rosto.

Ela esperava que ele lhe tomasse com vontade, ou até que ele risse. Mas ela nunca nem chegou a cogitar a ideia dele soltar um miado alto e assustado.


- MIAAAAAAAAU! - Ela abriu os olhos e se deparou com seu gato, Chuck, a encarando irritado e saindo de lá o mais rápido possível. Bela se xingou baixinho, principalmente por ter sonhado com Edward de novo, e olhou para o despertador na sua mesa de cabeceira.

- Merda! - Disse, saindo da cama de um salto. Se enrolou com os lençóis e caiu estatelada no chão, mas não deu muita importância. Com rapidez, pegou a roupa que tinha separado na noite anterior e correu para o banheiro.

Não tinha tempo de tomar banho - já estava atrasada - então apenas escovou os dentes e os cabelos, tentando desfazer a bagunça em que eles se encontravam. Saindo de lá, colocou um pouco de ração e leite para Chuck e saiu do apartamento.

Chamou o elevador e já entrava em um táxi quando se lembrou de sua pasta. De novo dirigiu impropérios a si mesma e, tão rápido que não demorou nem dois minutos, já estava chamando o elevador de novo, dessa vez com a pasta em suas mãos.

Estava no saguão quando seu celular tocou. O atendeu e, ao sair do prédio, começou a chover. Irritada, cobriu a cabeça com a pasta e tentou entrar no táxi de antes - tarde demais, um homem foi mais rápido e, antes que ela chegasse perto do automóvel, ele já partira.

- Bella Swan. - Disse a quem quer que a estivesse ligando em uma hora tão ruim.

- Bella! Onde você está? - Ela escutou a voz de Angela, sua assistente, do outro lado da linha. Para varirar, Ang estava estressada; a diferença era que, dessa vez, ela tinha muitos motivos. - Os Volturi já estão aqui, e se você não fechar a conta...

- Eu sei, eu sei! Nós estamos fritas! Eu só... Eu perdi a noção do tempo!

- Eu não posso dizer isso a eles!

- Eu sei que não pode! - Retrucou, impaciente. - Você vai fazer isso: diga que tem um congestionamento, mas que eu vou chegar logo...

- Eles não vão acreditar. Você usou essa desculpa da última vez.

- Merda. - Disse, tanto pelo fato da desculpa não servir, tanto pelo fato de um carro, que passava em alta velocidade, lhe molhar inteira. - Então... Hm, diga que eu tive uns problemas femininos e que tive que passar no hospital!

- Problemas femininos? Bella, eles são homens, não idiotas!

- Confie em mim, Ang! Qualquer homem dá pra trás quando escutam "problemas femininos". É medo, eu acho. Só não sei porquê... Como se a gente fosse pedir para eles comprarem absorvente pra gente, ou coisa parecida! Talvez... - Ela começava a se desviar do assunto, enquanto andava apressada pelas ruas de Chicago. Então, sua assistente a cortou:

- Isso não vem o caso agora! Ok, eu vou dizer isso... Mas ainda tem um problema.

- Outro? Ang, não passam das dez horas e eu já estou farta de problemas! Não dá pra você despachar esse pra mim?

- Eu bem tentei... Mas ele não quer ir embora. - Bella estacou no meio da rua.

- "Ele"? Não me diga que...

- É... Ele está aqui.

Bella ficou em silêncio, tomando grandes sovadas de ar e tentando não ter um ataque cardíaco.

- Bella? Bella? Você ainda está aí?

- Sim, eu...


- E não é só isso... - Angela continuou, ainda mais preocupada, se possível.

- Como assim "não é só isso"?

- Ele... Bem, ele está com os Volturi.

- Você está bricando.

- Bem que eu queria... Esse é o principal motivo de eu não poder mandá-lo embora. Os velhotes iam achar muito estranho... De qualquer maneira, você tem que chegar aqui o mais rápido possível.

Bella olhou para o prédio ao seu lado e estremeceu.

Morava perto do trabalho e, geralmente, ia a pé para lá - exceto quando chovia, ou quando estava atrasada. Hoje, porém, ambas as coisas aconteceram e ela teve que caminhar; o que não era muito aconselhável, já que toda a sua carreira dependeria daquela reunião.

Agora, contudo, ela daria qualquer coisa para continuar andando.

Suspirou e desligou o celular na cara de Angela, que chamava por ela de novo.

***

- ... E esses são os motivos para vocês escolherem a Guinevere Advertisement para a sua campanha publicitária. Juntos, nós varemos as vendas das jóias Volturi subir mais de 50%, superando, assim, a Tiffany's. - Ela concluiu, com um grande sorriso no rosto.

Talvez aquela maneira tinha sido melhor, afinal de contas. Deu tudo certo - os homens se preocuparam com ela, e não a culparam por nada. Nem se importaram com seu atraso.

Além do mais, ela sentia a adrenalina em seus ossos e o medo, por tudo estar dando errado, lhe deu forças para fazer a melhor apresentação de toda a sua carreira. Era um puro jogo e podia ser até mais difícil para ela, que estava no topo - mas ela gostava.

Quem não estava gostando nem um pouco daquilo, é claro, era Edward.

Durante toda a reunião ele a fitava intensamente e, enquanto ela pedia lincença para deixá-los mais à vontade para discutir, ele lhe lançou um olhar que, claramente, dizia "eu quero falar com você".

Ela, porém, apenas deu as costas e sorrindo um tanto cansada, comemorou com Angela o sucesseo iminente com uma taça de champanhe.

Edward Cullen era o seu perfeito ex-namorado e contador dos Volturi. Era completamente aceitável que ele estivesse lá, e, embora seu principal desejo fosse expulsá-lo de lá, ela não podia. Chamaria muita atenção e ela... Bem, o passado deles já era conturbado. Ela não queria piorar as coisas.

Então, enquanto Bella se perdia em devaneios dentro de uma certa cabana e tempos mais simples, Edward apareceu em seu escritório, interrompendo a festinha particular que ela e Angela estavam tendo enquanto os Volturi ponderavam na sala ao lado.

- Edward, o que você está fazendo aqui? - Bella perguntou, suspirando. Ele rolou os olhos e Angela deixou sua taça na mesa, saindo de fininho.

- Você sabe muito bem o porquê, Bella. Eu quero você de volta.

- Quantas vezes eu vou ter que repetir? - Ela perguntou, o volume de sua voz aumentando a cada palavra. - EU. NÃO. QUERO.

- Bella, você não pode negar que ainda me ama...

- Claro que posso! - Disse, teimosa, e ele reprimiu um risinho.

- Ok, você pode. Mas isso não quer dizer que seja verdade. Bella... Nós podemos voltar ao que éramos antes, você sabe. Eu te amo tanto... Nós podíamos nos casar. Um futuro brilhante nos aguarda.

Neste momento, Angela (que entrara na sala de reuniões para ver se os Volturi precisavam de alguma coisa) voltou. Ela estava com a boca aberta, um pouco impressionada, talvez, da audácia de Edward.

- Hm... Srta? - Começou, com mais formalidade do que empregaria normalmente - Eles já se decidiram.

Então ela sorriu, deixando Bella mais calma. Edward também sorriu, com um ar pretensioso.

- Você acha que eles vão aceitar?

- Eu tenho certeza. - Mas quem respondeu dessa vez não foi Angela, e sim Edward. Diante do olhar questionador das mulheres, ele apenas deu de ombros. - Eu os convenci desdeo o começo que aqui seria o melhor lugar. Eles só viram a apresentação por causa das formalidades...

- Você não deveria ter feito isso. - Bella disse, estressada. Empurrou Edward ao passar por ele, e entrou na sala de reunião.

***

- Bella, fale comigo! - Edward pediu de novo. Era a hora do almoço, ela ficou trancada no escritório a manhã inteira após fechar o contrato e, mesmo assim, Edward não foi embora. Muito menos quando ela o ameaçou de chamar a segurança.

- Edward, desista...

- Eu só peço um almoço! Por favor! - Ela suspirou e parou de andar. Eles estavam no meio da rua e ainda chovia, o que deixava suas roupas (que ainda estavam molhadas) mais ensopadas do que se é possível imaginar.

- Edward, você sabe que eu...

- Bella, que mal tem nisso? - Então ele se aproximou dela e acariciou seu rosto. - Pelos velhos tempos, por favor. Algo entre amigos.

Ela suspirou e não disse nada, apenas aquieceu com a cabeça. Edward sorria sedutoramente e de tal maneira que não tinha como ela lhe dizer não - seria um milagre alguém conseguir lhe negar alguma coisa quando ele sorria daquele jeito.

E, afinal de contas, não podia ter nada de mal em almoçar com Edward... Como amigos, é claro.

***

Estavam em um restaurante simples, mas de comida deliciosa, que sempre visitavam quando ainda eram namorados. Bella vestia o paletó de Edward que ele, em um ataque de cavalheirismo, a emprestou para não tremer de frio; embora, é claro, ela tivesse dito que passaria em seu apartamento assim que possível.

- Bella? - Edward começou, e ela tirou os olhos da sua taça de vinho. - Eu sei que eu não posso nos transportar de volta ao passado... Principalmente porque nós ainda estamos nos recuperando. Mas nós não devíamos terminar assim, não mesmo.

- Muitas coisas foram ditas, Edward...

- Sim, foram. Mas a gente não queria dizer nenhuma delas, eu sei que foi algo do momento. - Ela olhou para a porta do restaurante, sonhadora. Ela queria sair dali, e seu ex-namorado sabia muito bem. - Antes que você diga que vai embora... Você deve saber que eu nunca soube o que eu tinha, até eu te perder.

Bella suspirou e encarou aqueles olhos extremamente verdes. Ela sempre os adorou; lembrava-a dos momentos mais felizes de sua vida. Uma certa cabana nas montanhas, com uma lareira e um tapete confortável...

- Eu chorei muito, Edward. Eu estou cansada do amor; eu tive o suficiente. E agora você vem... Só para quebrar o meu coração de novo. E eu não posso resistir, droga! Eu sempre o amei, e nunca consegui parar! - Ela começava a chorar, atraindo a atenção das outras mesas. Suas palavras seguintes foram ditas em tal sussurro que Edward quase não as pôde ouvir. - Então, vá em frente... Me faça chorar de novo.

- Eu nunca quis partir o seu coração, Bella...

- Bem, mas você o fez! E agora não tem mais espaço na minha cama para você!

- O que você quer dizer com isso?

- Exatamente o que você ouviu. - Ela respondeu, ferina, e ele respirou fundo.

- Você tem outro? - Ela reprimiu um sorriso; Edward não entendera.

- Pode-se dizer que sim... - Bella pensou em brincar com ele mais um pouquinho, fazê-lo sofrer, mas não conseguiu. Resolveu dizer a verdade. - Ele é um gato... E seu nome é Chuck.

- Poupe-me dos detalhes. - Ele disse, entre os dentes. Ela o encarou confusa.

- Não, Edward. Quando eu digo que ele é um gato... Eu digo que ele é um ser peludo e gorducho que adora me acordar de manhã miando, para eu lhe dar um pouco de leite.

Edward gargalhou, aliviado. Então ele sorriu torto.

- Tenho certeza de que... Chuck?, não se importaria de abrir espaço para eu me deitar na cama também.

- Pode tirar esse sorriso estúpido da sua cara, nós não vamos voltar.

- Por que não, Bella? Nós nos amamos, você mesma confirmou isso! - Ele pegou a mão dela, que descansava sobre a mesa. Ele praticamente a implorava agora. - Eu sei que cometi muitos erros, mas você também. Não há certo ou errado; eu fiz besteira ao te ignorar quando você mais precisou de mim, mas você também fez besteira ao procurar consolo com o meu melhor amigo. Nós dois não prestamos, e somos perfeitos um para o outro! Eu juro que faria de tudo para você me aceitar, Bella! Eu mudaria completamente!

Ela estremeceu - não gostava de relembrar o passado.

- Você faz parecer que tudo é muito fácil, mas não é. Pelo menos assim eu já estou no fundo do poço, e não preciso me preocupar em descer ainda mais.

- Mas Bella...

- Não, Edward. Eu não vejo futuro para gente.

***

O resto do almoço se passou com um silêncio palpável. Bella estava desconfortável e, Edward, frustrado. Houve mais algumas tentativas da parte dele, mas nenhuma deu resultado. No final, quando ele já tinha pago a conta (sob os protestos de Bella), ele propôs lhe acompanhar até seu apartamento, onde ela trocaria de roupa antes de voltar ao trabalho.

Sem conseguir se livar dele, agora Bella se encontrava abrindo a porta de sua nova casa para Edward - o único lugar que ainda não estava repleto de lembranças dele.

- É... Bonito. Tem a sua cara. - Ele disse, ao entrarem. Estava um pouco bagunçado, mas ele gostava mesmo assim. Bella sorriu fracamente.

- Bem... Você pode ir agora. Eu estou segura. - Ela brincou, e ele sorriu.

- Eu vou ficar mais um pouco, Bella. - Ela revirou os olhos e lhe deu as costas, indo até seu quarto e retirando sua saia lápis no caminho. Pelo menos, quando se tratava de tirar a roupa, ela não se sentia desconfortável com Edward. Ele encarou a sua bunda de longe, coberta apenas por uma leve lingerie de renda preta, e continuou a falar: - Tenho que aproveitar a sua presença o máximo que puder, já que vai demorar um pouco para a gente se encontrar de novo.

- O que você quer dizer com isso? - Ela perguntou, já do quarto. Ele se aproximou e viu, pela porta entreaberta, que ela retirava o sutiã. Escutava também o barulho da água do chuveiro, que Bella já devia ter ligado.

- Bem... Eu tenho que resolver uns negócios em Londres. Vou ter que ficar por um tempo lá.

- Quanto tempo? - Ela perguntou. Seu coração estava apertado e, por mais que ela odiasse admitir, ela já sentia falta de Edward.

- Dois anos.

- O QUÊ? - Ela perguntou, escancarando a porta do seu quarto e se esquecendo que, agora, estava completamente nua. Ele engoliu em seco, tentando se reprimir para não atacá-la agora mesmo.

- Hm... A empresta está tentando expandir e... - Ele não conseguia formular frases coerentes, seus olhos eram atraídos para aqueles seios que ele, tantas vezes, copulara e beijara. Bella estalou os dedos.

- Olhe nos meus olhos, Edward.

- Hm... Quê? - Ele perguntou, e viu que ela o olhava brava. - Ah, certo. Então, e eles pediram que eu fosse á para...

Novamente, as palavras lhe fugiram. Els só conseguia ver o cabelo molhado de Bella, cujas gotas d'água caíam sedutoramente em seus seios, escorrendo pela barriga e chegando a...

- Talvez eu deva colocar uma toalha. - Bella disse, se dirigindo ao banheiro. Estava de costas para Edward quando ele a segurou pela cintura e, com rapidez, a virou para ele.

Seus narizes estavam grudados um no outro, e podiam sentir os contornos de seus corpos perfeitamente. Bella sentia a ereção de Edward e, ele, seus seios intumecidos.

- Eu não quero ir, Bella. Eu quero ficar com você, aqui em Chicago. Eu quero me casar com você, ter filhos e envelhecer ao seu lado. - Ela respirava pesadamente, e ele achava difícil se concentrar em outra coisa que não os lábios carnudos daquela mulher. - E, acima de tudo, eu preciso fazer isso agora.

Então, ele a beijou vorazmente.

Bella não conseguiu se controlar. Beijar Edward na vida real era mil vezes melhor do que fazê-lo nos sonhos, assim como, ela tinha certeza, seria transar com ele de verdade. Então, ela simplesmente ignorou a prudência e decidiu faltar no trabalho aquela tarde.

E, acima de tudo, ela desistiu de tentar odiar Edward - ela sabia que não conseguiria. Ela não conseguiria nem deixá-lo partir, e faria de tudo para que ele ficasse.

Estava abrindo a camisa dele quando sentiu algo em seus pés se mechendo. Confusa, olhou para baixo e viu Chuck. Sem tirar seus lábios dos de Edward, deu risada.

- Qual a graça? - Ele perguntou, tirando sua boca da dela, para deixar um rastro quente em direção ao seu pescoço e o seu lóbulo. As mãos dele já se divertiam em seus seios.

- Acho que você vai descobrir se Chuck se importaria ou não de dividir a cama com você... - Ela respondeu, brincalhona, com a voz arfante.

- Quê?

- Só olhe para baixo, Edward. - Ele a obedeceu e achou um gato persa gordo de cara amassada. Suspirou e deixou suas mãos cairem do colo de Bella e abriu um pouco mais de distância entre os corpos, mas nunca deixou de tocá-la.

- Então... Este é o Chuck?

- Sim... E sinta-se feliz por ele não ter te arranhado. Geralmente ele não gosta de ninguém que vem ao apartamento. - Ela disse, entre risos, mas Edward não achou graça. Será que outro homem já tinha deitado naquela cama? Bella pareceu entender o que se passava na sua cabeça e emendou: - Alice foi a primeira e única; espalhou para Deus e o mundo que Chuck não era páreo para ninguém.

Aliviado, Edward fez um carinho atrás da orelha do gato, que, em seguida, saiu de lá os deixando sozinhos. Ele, então, tentou retomar de onde tinha parado.

- Hm... Edward? - Bella começou, insegura. Ele receou que ela fosse desistir.

- Sim, Bella? - Ela moreu o lábio inferior e foi até a porta do banheiro.

- Eu acho que nós dois precisamos de um banho. - Ele sorriu e a acompanhou.

***

Estavam deitados na cama, tentando recuperar a respiração. Os dois corpos nus se entrelaçavam, e os dois se sentiam mais felizes do que se sentiam há séculos.

- Eu não quero que você vá... - Bella disse, quebrando o silêncio.

- Eu também não quero ir.

- Então fique.

- Eu não posso... - Ele disse, com medo de encará-la nos olhos. Ela quase chorava e mordia o lábio inferior, preocupada.

- Eu estou com medo de perdê-lo de novo, Edward.

- E eu estou com medo de outro homem tomá-la de mim, Bella.

- Ninguém nunca ia conseguir isso. - Por mais que ele se sentisse mais aliviado por essas palavras, não era o suficiente.

- Bells...

- Sim?

- Vá comigo.

- Eu não posso, Edward... Eu teho meu trabalho, e...

- Você pode fazer o seu trabalho por video conferência, e...

- Não ia dar certo. - Então o silêncio voltou. - Não tem nenhum jeito de você ficar?

- Bem... A empresa evita mandar pessoas que tenham família aqui, sabe? Esposa, filhos... - Ela prendeu a respiração. Ele estava propondo, ou era só a imaginação dela?

- Só esposa serve por enquanto? - Ela perguntou, e ele se virou para poder olhá-la melhor. Ela tinha um brilho nos olhos que ele vira muitas poucas vezes antes.

- É mais do que suficiente. - Ele respondeu, e os dois se beijaram.

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Nope, não tem mais. A história acaba aí - mas eu asseguro, além de algumas briguinhas corriqueiras, os dois viveram felizes para sempre!
Anyway, o post de hoje acaba aqui... E eu espero que vocês tenham gostado - eu adorei.
Comentem!
- xoxo
Pâm P. =]

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